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STJ determina afastamento do governador do Tocantins Mauro Carlesse por 6 meses

Wanderlei Barbosa deve assumir Governo do Tocantins ainda nesta quarta-feira

Por REDAÇÃO CORREIO DO BICO

20/10/2021 09:29h

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou o afastamento do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por 6 meses, em uma investigação sobre suposto pagamento de propina e obstrução de investigações. A decisão de afastamento do governador é do ministro Mauro Luiz Campbell e será submetida ao pleno da Corte do STJ, que pode mantê-la ou revogá-la, ainda nesta quarta-feira (20).

A Polícia Federal faz buscas na casa de Carlesse e na sede do governo do Tocantins. Foram apreendidos dois veículos do governador e levados para a sede da PF em Palmas.
Além do governador, também há mandados de busca e apreensão contra secretários estaduais, dentre eles Cristiano Sampaio, titular da Secretaria de Segurança Pública do Tocantins (SSP), que também teve seu afastamento do cargo determinado pelo STJ.

O vice-governador Wanderlei Barbosa (Sem Partido), deve assumir ainda nesta quarta-feira, 20, o comando do Governo do Tocantins, por conta do afastamento do governador.

A determinação de afastamento de Carlesse e posse de Wanderley, deve ser entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, Antônio Andrade (PSL), nas próximas horas.

Nos bastidores, a informação é de que o jurídico de Carlesse, já busca uma liminar para segurar a afastamento e jogar todas a fichas na decisão final do Plenário do STJ, que dará a palavra final sobre a decisão de Cambell, relator do processo.

“As investigações, iniciadas há quase dois anos, reuniram um vasto conjunto de elementos que demonstram um complexo aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados. Além da obtenção de novas provas, as operações buscam interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, resguardar a aplicação da lei penal, a segurança de testemunhas e a retomada das instituições públicas”, informou em nota o STJ.