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Mãe faz apelo após menina Saphira continuar desaparecida há quase um mês: 'Traga ela de volta para mim'

Saphira Ferreira Lima, de 10 anos, desapareceu no dia 30 de maio, no setor Morada do Sol I, em Palmas. Mãe acredita que filha tenha sido levada por homem, em uma bicicleta.

Por GILVAN BALBINO CALÇADOS

25/06/2021 11:08h

Quase um mês se passou desde que a menina Saphira Ferreira Lima, de 10 anos, desapareceu, no setor Morada do Sol I, região sul de Palmas. Angustiada, a mãe Susana Ferreira procura entender o que pode ter acontecido. Ela acredita que a filha foi levada por um homem de bicicleta e faz apelo: 'Eu sei que ele está me ouvindo, traga ela de volta para mim'.

Saphira passava o dia brincando com duas bonecas, as únicas que ela tem, lembra a mãe. No dia 30 de maio, ela saiu de casa para brincar na calçada e não foi mais vista.

"Todo dia eu me pergunto: 'Meu Deus, por quê? Por que aconteceu isso com essa criança?' Ela não era de sair para lugar nenhum. Estou aqui fazendo apelo para essa pessoa. Eu sei que ele está me ouvindo, para deixar ela em algum lugar, que alguma pessoa conheça, traga ela de volta para mim, não aguento mais não. Ela á a minha vida".

Susana diz que testemunhas viram a filha sendo levada por um homem, no sentido do assentamento São João. Mas, até agora, não teve novidades sobre as investigações. Ela reclamam que a polícia só entrou no caso três dias depois do sumiço da filha.

"Se fosse outro caso, acho que tinham se empenhado mais e ido atrás. Eles têm que fazer outras buscas em outras regiões", opina Susana.
 

Mãe faz apelo após menina Saphira continuar desaparecida há quase um mês: 'Traga ela de volta para mim'

Saphira Ferreira Lima, de 10 anos, foi vista pelo última vez, no domingo (30), em Palmas — Foto: Arquivo Pessoal

A família teme que Saphira nunca seja encontrada, assim como Laura Vitória, que tinha nove anos, quando sumiu, na região sul da capital. Quatro anos e meio se passaram e o caso não foi desvendado.

Segundo dados da Secretaria de Segurança Pública, nos últimos dois anos, foram registrados 387 desaparecimentos. Em muitos casos, as famílias vivem sem saber o paradeiro das vítimas.

A Ivanise Esperidião é fundadora da ONG Mães da Sé, de São Paulo. Até hoje busca respostas sobre o desaparecimento da filha, em 1995. Ela diz que esse tipo de investigação não é prioridade no Brasil.

"A lei determina que a autoridade policial que atender a ocorrência de crianças e adolescentes tem que fazer a ocorrência imediatamente e fazer um alerta para Polícia Federal, Polícia Rodoviária, aeroportos, portos, terminais de ônibus intermunicipais, interestaduais. Mas, infelizmente, nós ficamos a mercê da boa vontade de delegados que não fazem o cumprimento da lei".

Segundo a Polícia Civil, qualquer informação é importante para ajudar nos casos de desaparecidos. Não é necessário esperar 24 horas de sumiço para registrar boletim de ocorrência. Para o Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, é preciso mais agilidade nas investigações.

"A gente tem que ter o entendimento de que a busca, o inquérito policial tem que ser iniciado no momento em que a família registar uma comunicação de desaparecimento de seus filhos ou suas filhas. Ainda perdura aquela ideia de que é só depois de 24 horas", ressaltou a secretária executiva do Cedeca, Mônica Brito.

A Secretaria de Segurança Pública informou que os trabalhos de buscas a menina são ininterruptos e todas as providências possíveis sobre o caso estão sendo tomadas.(G1)