Governo do Tocantins lança guia prático da rastreabilidade individual bovina
Medida alinha o estado com exigências sanitárias e comerciais dos mercados nacional e internacional
O Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec), lançou o guia prático da rastreabilidade individual bovina, alinhado ao Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Pnib).
A iniciativa integra a estratégia de implantação da rastreabilidade no estado, conduzida pela Adapec, dentro de um plano nacional coordenado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com execução gradual prevista entre 2025 e 2032. A medida alinha o estado com as exigências sanitárias e comerciais dos mercados nacional e internacional.
Com a rastreabilidade individual, é possível agir rapidamente em casos de doenças, aumentar a segurança da produção, demonstrar transparência e qualidade ao mercado, garantir maior controle sobre vacinação e movimentação animal, valorizar o rebanho tocantinense e ampliar o acesso aos mercados mais exigentes.
Diante de um cenário internacional cada vez mais rigoroso, a rastreabilidade não apenas preserva mercados já conquistados, como também abre novas oportunidades de exportação. Além de assegurar a procedência e a qualidade dos produtos, o sistema atende às exigências sanitárias internacionais e agrega valor à produção. Produtores que se antecipam saem na frente e conquistam melhores oportunidades de negócio.
Rastreabilidade individual
A rastreabilidade individual consiste na identificação de cada animal com um código único, permitindo acompanhar todo seu histórico. Atualmente, a adesão é voluntária, mas será obrigatória nos próximos anos. O custo envolve a aquisição dos elementos de identificação e a mão de obra de implantação, que pode ser realizada por pessoa treinada e cadastrada na Adapec.
Em caso de dúvidas, os interessados devem procurar uma unidade da Adapec ou ligar para 0800 000 4733.
Cronograma de implantação gradual
Entre 2025 e 2026, ocorrerá a implementação do sistema, acompanhada de orientações e projetos-pilotos. No período de 2027 a 2029, será realizada a identificação obrigatória de fêmeas bovinas e bubalinas durante a vacinação contra brucelose, incluindo também o macho contemporâneo. Já entre 2030 e 2032, haverá a adoção geral da identificação individual antes da primeira movimentação do animal, independentemente da idade.
