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Com cabeça no lugar, São Paulo faz valer superioridade em vitória na Argentina

Por REDAÇÃO CORREIO DO BICO

21/07/2021 13:06h

O São Paulo tem um time melhor do que o Racing, mas chegou à Argentina para o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores em desvantagem. E sob considerável pressão pela péssima campanha que faz no Brasileiro, onde se distancia da zona de rebaixamento por meros dois pontos.
Nesse contexto de desconfiança, o time colocou a cabeça no lugar, Hernán Crespo ousou na escalação e saiu da Argentina com uma vitória incontestável, um 3 a 1 que mantém vivo o sonho do tetra da Libertadores.
O São Paulo foi dominante em quase todo o jogo e selou a classificação logo no começo do segundo tempo, quando Marquinhos fez 2 a 0 – o primeiro gol saiu no primeiro tempo, de Rigoni.

O 2 a 0 obrigaria o Racing a virar o jogo, uma missão que o time argentino não demonstrou condições de realizar em momento algum. Rigoni ainda faria mais um, o terceiro, e os donos da casa depois diminuíram, mas não houve ameaças à classificação tricolor.
Como visitante e após semanas de críticas, Crespo apostou num time mais técnico na Argentina, com Liziero, Gabriel Sara e Benítez no meio, Rigoni e Marquinhos no ataque – o jovem, de 18 anos, ganhou a responsabilidade de formar o setor num jogo de mata-mata de Libertadores e não se intimidou.
Com Eder machucado, Crespo ignorou Pablo e Vitor Bueno – ambos já tiveram chances demais, corresponderam muito pouco.
A coragem do treinador foi recompensada. Rigoni, de volta de lesão, foi fundamental e formou dupla interessante com Marquinhos.

Miranda, outro jogador que voltou ao time após se recuperar de uma contusão muscular, também foi pilar da equipe na Argentina. Muito seguro, como geralmente é, ainda foi responsável pelo lançamento que originou o primeiro gol tricolor.
O São Paulo teve o domínio do jogo. Não se afobou, mesmo sabendo que tinha que fazer um gol ao menos para avançar. Esperou o momento certo e, desta vez, não vacilou quando as chances apareceram. Depois, usou a necessidade que o Racing teve de se expor para matar a classificação.