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Soldado denuncia coronel da PM do Tocantins por assédio e agressão durante confraternização

Vítima afirma ter sofrido tentativa de beijo forçado e tapa no rosto; defesa do oficial nega acusações

Por Luís Poeta

30/03/2026 14:07h

Uma soldado da Polícia Militar do Tocantins denunciou um tenente-coronel da corporação por assédio e agressão física ocorridos durante uma festa de confraternização. De acordo com o relato, o oficial teria insistido em investidas de cunho pessoal ao longo do evento e, diante da recusa, tentou beijá-la à força e desferiu um tapa em seu rosto.

A policial afirmou que o comportamento do superior começou com perguntas insistentes sobre possíveis chances de envolvimento entre os dois. Segundo ela, mesmo após deixar claro que não tinha interesse, o oficial continuou com comentários considerados constrangedores e ofensivos.

“O tempo todo ele perguntava quais eram as chances que tinha comigo. Eu disse que eram zero. A situação foi ficando insustentável, com termos pejorativos e muito constrangimento”, relatou.

A denúncia aponta que o caso evoluiu para agressão física após a vítima rejeitar uma tentativa de beijo. Conforme o depoimento, o oficial teria segurado seu pescoço e tentado beijá-la, conseguindo apenas atingir a bochecha porque ela desviou o rosto. Em seguida, ainda segundo a soldado, ele a teria atingido com um tapa.

A policial também relatou que o superior utilizou um golpe de imobilização durante o episódio, sendo contido por pessoas que estavam próximas.

Testemunhas ouvidas pela Corregedoria da Polícia Militar confirmaram que o oficial apresentava comportamento alterado e fazia comentários insistentes em tom audível durante a confraternização.

O tenente-coronel, que atua na corporação desde 1998 e ocupa função de comando no policiamento especializado, foi investigado por suspeitas de crimes contra a dignidade sexual, assédio, importunação sexual, abuso de autoridade e violência contra subordinado.

A Corregedoria informou que o inquérito policial militar foi concluído e encaminhado à Justiça Militar. Paralelamente, um procedimento também foi instaurado na Delegacia da Mulher. O oficial segue em atividade, enquanto a soldado está afastada e recebe acompanhamento psicológico.

Em nota, a Polícia Militar do Tocantins declarou que adotou todas as medidas cabíveis dentro de suas competências legais desde que tomou conhecimento do caso, garantindo o acompanhamento institucional da situação.

Já a defesa do tenente-coronel afirmou que ele é inocente e destacou que não há decisão judicial definitiva sobre o caso. Os advogados também ressaltaram que o processo tramita sob segredo de Justiça e criticaram julgamentos antecipados.

(Com informações do Portal G1 Tocantins)