DNIT mantém ponte sobre o Rio Araguaia totalmente interditada na BR-230 e não prevê prazo para liberação
Bloqueio ocorre para inspeção estrutural detalhada; órgão orienta motoristas a utilizarem rotas alternativas entre Tocantins e Pará
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) informou que a ponte sobre o Rio Araguaia, localizada na BR-230/TO, segue totalmente interditada para a realização de uma inspeção técnica estrutural. Segundo o órgão federal, a medida não possui prazo definido para liberação e integra um conjunto de ações voltadas à avaliação das condições de segurança da travessia, considerada estratégica para a ligação rodoviária entre os estados do Tocantins e do Pará.
De acordo com o DNIT, equipes especializadas estão atuando no local com a execução de ensaios e levantamentos técnicos detalhados, buscando identificar possíveis desgastes, falhas ou comprometimentos na estrutura. A inspeção tem como objetivo fornecer um diagnóstico completo sobre a situação da ponte, subsidiando decisões sobre eventuais intervenções necessárias para garantir a segurança do tráfego.
O órgão reforçou que a interdição é uma medida preventiva e visa preservar a integridade dos usuários da rodovia, evitando riscos durante a circulação de veículos. A ponte, por ser um ponto de passagem importante para o transporte de cargas e deslocamentos regionais, tem grande impacto logístico, especialmente para motoristas que utilizam a BR-230 como rota de ligação entre municípios tocantinenses e paraenses.
Ainda conforme o DNIT, a interrupção do tráfego, embora cause transtornos, é tratada como necessária para assegurar que a circulação só seja retomada após a conclusão das análises e a confirmação de condições adequadas de segurança.
Motoristas devem acompanhar atualizações e respeitar sinalização
O DNIT orienta que os condutores acompanhem os canais oficiais para obter atualizações sobre o andamento dos trabalhos e possíveis mudanças na situação da interdição. O órgão também reforça a importância do respeito à sinalização instalada no trecho bloqueado, destacando que o descumprimento pode colocar em risco a vida de motoristas e equipes técnicas que atuam na inspeção.
Enquanto durar a interdição, a recomendação é que os viajantes planejem o deslocamento com antecedência e optem por rotas alternativas, principalmente transportadores que dependem da travessia para manter o fluxo de mercadorias e abastecimento regional.
Rotas alternativas recomendadas
Para reduzir os impactos no tráfego, o DNIT divulgou opções de desvios que podem ser utilizados por motoristas que precisam seguir viagem entre Tocantins e Pará.
Rota 1 – BR-153 com travessia em Xambioá (TO) / São Geraldo do Araguaia (PA)
A principal alternativa é seguir pela BR-153 até a região de Xambioá, onde é possível realizar a travessia pela ponte que liga o município a São Geraldo do Araguaia. Após a passagem, o fluxo segue normalmente pela malha rodoviária do Pará.
Rota 2 – Saída da BR-230 por Araguatins com travessia por balsa
Outra opção é sair da BR-230 e acessar a TO-010 no povoado Transaraguaia, em Araguatins, seguindo até Buriti do Tocantins. No município, a travessia ocorre por balsa no Rio Tocantins, com continuidade pela MA-125 e BR-222.
Rota 3 – Desvio por Esperantina com travessia por balsa para o Pará
Os motoristas também podem seguir até Esperantina (TO), utilizando a TO-010 no povoado Transaraguaia, em Araguatins, até acessar a TO-201. Em Esperantina, a travessia é feita por balsa até São João do Araguaia (PA), com sequência de viagem para Marabá e demais conexões regionais.
Rota 4 – Opção via Imperatriz com trajeto totalmente pavimentado
A quarta alternativa é utilizar o trajeto via Imperatriz, pelas rodovias BR-010 e BR-222. Essa opção apresenta percurso totalmente pavimentado e sem necessidade de travessia por balsa, sendo considerada uma rota mais estável para transporte e deslocamentos de longa distância.
Interdição segue como medida preventiva
O DNIT reiterou que a prioridade é garantir a segurança da travessia e que a liberação da ponte somente ocorrerá após a conclusão das inspeções e avaliação final das condições estruturais. Até lá, a recomendação é de cautela, planejamento e uso das rotas alternativas indicadas, especialmente para evitar atrasos e riscos durante o deslocamento pela região.
